A Associação Brasileira de Esclerose Tuberosa (ABET), em parceria com a Universidade Federal do Paraná (UFPR), realizou a live “Como a Esclerose Tuberosa afeta a visão”. A iniciativa integra as comemorações dos 25 anos da ABET e contou com a mediação da jornalista Vera Lima Bolognini.
Participaram do evento Márcia Silva, presidente da ABET, e a Dra. Ana Bárbara Urzedo, médica oftalmologista, responsável por esclarecer dúvidas dos participantes, formada em Medicina pela Faculdade Integrada Pitágoras de Montes Claros (UNIFIPMoc), com residência em Oftalmologia pelo Hospital de Clínicas da UFPR e especialização (fellowship) em Retina e Vítreo pelo Hospital de Olhos do Paraná.
Em fala emocionada, Márcia agradeceu aos profissionais e espectadores que contribuem para a disseminação de informações de qualidade sobre a Esclerose Tuberosa.
Durante sua apresentação, Dra. Ana destacou a importância da visão como principal meio de interação com o ambiente, explicando que o processo visual passa por várias etapas até alcançar sua plenitude. Ela ressaltou que a Esclerose Tuberosa é considerada uma Facomatose rara, um grupo de doenças que afeta, principalmente, o sistema nervoso central, a pele e os olhos, com incidência estimada em 1 a cada 6 mil nascidos vivos.
Como a Esclerose Tuberosa afeta a visão?
A médica explicou que a condição ocorre devido a uma mutação genética que leva à perda do controle da divisão celular, resultando em alterações que também acometem os tecidos oculares. A principal complicação ocular é a presença de alterações no fundo do olho, chamados hamartomas astrocíticos retinianos, os quais raramente afetam a visão, exceto quando acometecem a região central.
Por isso, a Dra. Ana ressalta a importância do acompanhamento oftalmológico regular para pessoas com Esclerose Tuberosa.
Ao final, a live foi aberta para perguntas do público, com a especialista esclarecendo dúvidas e orientando sobre a importância do diagnóstico e acompanhamento precoce.






