Essa é a pergunta que a Associação Brasileira de Esclerose Tuberosa (ABET) faz para você. Será que sim ou que não? Pois é, segundo um novo estudo publicado na revista científica Nature Genetics existe uma nova classificação de quatro subtipos de autismo, considerados clínica e biologicamente distintos entre si.
A pesquisa, que permite entende melhor a base genética do transtorno, pode contribuir para a possibilidade de tratamentos que sejam mais efetivos e direcionados. Ao total, foram colhidos dados de mais de 5 mil crianças nos Estados Unidos, nos quais foram possíveis identificar quatro subtipos do autismo, que foram divididos em:
- Desafios sociais e comportamentais: costumam atingir marcos de desenvolvimento como andar e falar de maneira semelhante as crianças que não possuem o transtorno;
- TEA misto com atraso no desenvolvimento: o desenvolvimento tende a ser mais tarde do que crianças sem autismo;
- Desafios moderados: os comportamentos relacionados ao autismo são menos intensos. Segue o mesmo fator dos demais em relação ao desenvolvimento comparado as crianças sem o transtorno e, geralmente, não há outras condições psiquiátricas presentes;
- Amplamente afetados: esse é o grupo no qual são enfrentados os maiores desafios, com atrasos de desenvolvimento mais severos, dificuldades sociais, comportamentos repetitivos e condições psiquiátricas em paralelo.
Para a ABET, o estudo abre portas para que sejam investigados e estudados tratamentos que vão de acordo com as necessidades de cada subtipo. Além de ser importante para quebrar o estigma de que Transtorno do Espectro Autista (TEA) trata-se de coisa só, quando, na verdade, possui as suas especificidades.
ASCOM ABET, com informações da Veja Saúde






