ABET repudia ação discriminatória de empresa com funcionária com TDAH

ABET repudia ação discriminatória de empresa com funcionária com TDAH

Uma atitude completamente preconceituosa de um laboratório de Belo Horizonte contra uma funcionária com Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) resultou em ação judicial de assédio moral.

A história humilhante aconteceu quando a profissional recebeu de colegas um “troféu de empregada mais lerda do setor”. Expressões pejorativas como “se fazia de sonsa para sobreviver” já tinham sido proferidas para a funcionária por seus colegas de trabalho. Após mover a ação de assédio moral, a juíza Cristiana Soares Campos, da 28ª Vara do Trabalho de Belo Horizonte, reconheceu a prática como assédio moral e bullying, e indenizou-a em R$ 20 mil.

A Associação Brasileira de Esclerose Tuberosa (ABET), por reconhecer as limitações e a complexidade em torno dos transtornos como o TDAH, repudia veementemente todas as ações discriminatórias contra a funcionária da empresa e expressa o seu lamento frente ao desconhecimento contínuo da sociedade em relação a transtornos que integram a vida de milhares de pessoas.

“É preciso que esses assuntos sejam abordados nas escolas, nas empresas e em qualquer lugar que as pessoas estejam. Preconceito se vence com informação e punição correta”, afirma Márcia da Silva, presidenta da associação.

ASCOM ABET, com informações do OUL