Em falta no mercado há mais de um mês, o medicamento Neozine, utilizado no controle do autismo, esquizofrenia e transtorno bipolar, tem causado preocupação entre familiares e profissionais da área da saúde mental. O remédio é indicado principalmente para pessoas com comportamentos agressivos, e sua ausência vem alterando a rotina de quem depende do uso contínuo.
Em diversas regiões do país, consumidores relatam dificuldade para encontrar o medicamento, mesmo após buscas em grandes redes de farmácias. Em alguns casos, a compra tem sido possível apenas mediante encomenda ou após longas esperas por reposição.
O Neozine era fabricado pela Sanofi, mas desde março deste ano o registro passou para a farmacêutica Blanver. Atualmente, o medicamento não tem similar disponível no mercado. Em junho, a Anvisa aprovou o registro de um genérico, mas o produto ainda não chegou às farmácias.
No site Reclame Aqui, há dezenas de queixas sobre a escassez do medicamento em diferentes estados. Em nota, a Neuraxpharm Brasil, responsável pela comercialização e distribuição, informou que o abastecimento está sendo gradualmente normalizado após um problema pontual de fornecimento.
A Associação Brasileira de Esclerose Tuberosa (ABET), por meio de sua presidente Márcia Silva, alerta que a falta do medicamento afeta diretamente o tratamento e o bem-estar de pacientes com transtornos neuropsiquiátricos. A entidade reforça a necessidade de garantir acesso contínuo e seguro a medicamentos essenciais, evitando prejuízos clínicos, descompensações e sobrecarga às famílias e profissionais responsáveis pelos cuidados.






